sábado, 11 de agosto de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
"E se eu não me sentir salvo?"
Esta é uma pergunta extremamente comum entre os cristãos. Muitas pessoas duvidam da sua salvação por causa da presença ou ausência de certos sentimentos. A Bíblia tem muito a dizer sobre a salvação, mas nada a dizer sobre “sentir-se salvo”. A salvação é um processo pelo qual o pecador é salvo de "ira", isto é, do juízo de Deus contra o pecado (Romanos 5:9; 1 Tessalonicenses 5:9). Na verdade, a morte de Jesus na cruz e a sua subsequente ressurreição foram o que alcançaram a nossa salvação (Romanos 5:10, Efésios 1:7).
A nossa parte no processo de salvação é que somos salvos pela fé. Primeiro, temos de ouvir o evangelho -- as boas novas da morte e ressurreição de Jesus (Efésios 1:13). Então devemos crer --confiar plenamente apenas no Senhor Jesus (Romanos 1:16) e no Seu sacrifício. Não temos confiança nenhuma nas obras da carne para alcançar a salvação. Esta fé -- que é um dom de Deus, e não algo que produzimos por nossa conta (Efésios 2:8-9) -- envolve arrependimento, uma mudança de mentalidade sobre o pecado e Cristo (Atos 3:19) e invocar o nome do Senhor (Romanos 10:9-10, 13). A salvação resulta em uma vida transformada quando começamos a viver como uma nova criação (2 Coríntios 5:17).
Vivemos em uma sociedade que muito depende de sentimentos e, infelizmente, essa mentalidade tem invadido a igreja. No entanto, nem os sentimentos nem as emoções são confiáveis. Eles secam e enchem como as marés do mar, trazendo consigo todos os tipos de algas e detritos e depositando-los na praia, para logo então recuar, corroer e levar o chão onde pisamos de volta para o mar. Tal é o estado daqueles cujas emoções governam suas vidas. As mais simples circunstâncias -- uma dor de cabeça, um dia nublado, uma palavra falada sem pensar por um amigo -- podem corroer a nossa confiança e enviar-nos "para o mar" em um ataque de desespero. Dúvida e desânimo, particularmente sobre a vida cristã, são o resultado inevitável de tentar interpretar os nossos sentimentos como se fossem confiáveis. Eles não são.
Entretanto, o cristão precavido e bem armado é uma pessoa que não é governada por sentimentos, mas pela verdade que conhece. Ele não confia em seus sentimentos para provar-lhe nada. Basear-se em sentimentos é precisamente o erro que a maioria das pessoas faz na vida. São tão introspectivos que se preocupam demais com eles mesmos, constantemente analisando os seus próprios sentimentos. Estão continuamente questionando o seu relacionamento com Deus. "Será que realmente amo a Deus?" "Será que Ele realmente me ama?" "Sou bom o suficiente?" O que realmente precisamos fazer é parar de pensar em nós mesmos e de focalizar-nos tanto em nossos sentimentos e redirecionar o nosso foco a Deus e à verdade que sabemos sobre Ele por causa da Bíblia.
Quando somos controlados por sentimentos subjetivos centrados em nós mesmos ao invés de na verdade objetiva centrada em Deus, vivemos em um constante estado de derrota. A verdade objetiva se focaliza nas grandes doutrinas da fé e em sua relevância para a vida: a soberania de Deus, a intercessão sumo-sacerdotal de Cristo, a promessa do Espírito Santo e a esperança da glória eterna. Entender essas grandes verdades, focalizando nelas os nossos pensamentos e repetindo-las em nossas mentes, nos permitirão raciocinar baseados na verdade em todas as provações da vida, e a nossa fé será forte e vigorosa. Raciocinar baseados no que sentimos sobre nós mesmos – ao invés de no que sabemos sobre Deus -- é o caminho certo para a derrota espiritual. A vida cristã é uma de morte para si mesmo e de "andar em novidade de vida" (Romanos 6:4), e essa vida nova é caracterizada por pensamentos sobre Aquele que nos salvou, não pensamentos sobre os sentimentos da carne morta que foi crucificada com Cristo. Quando estamos continuamente pensando em nós mesmos e nossos sentimentos, estamos essencialmente obcecados com um cadáver cheio de podridão e morte.
Deus prometeu nos salvar se nos aproximarmos dEle em fé. Ele nunca prometeu que iríamos nos sentir salvos.
Quer aprender mais sobre certeza de salvação? Deixe sua dúvida através de um comentário.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
A Igreja Presbiteriana do Brasil, por meio do CAS, Conselho de Ação Social, manifesta sua solidariedade aos irmãos atingidos pelas enchentes que ocorreram na região ribeirinha no Amazonas e também aos irmãos atingidos pela seca na região Nordeste do Brasil. “Rogamos a Deus que os auxiliem a superarem esta difícil situação, esclarecendo que a igreja está atenta para ajudá-los neste momento, assim como foi feito por ocasião das enchentes nas regiões do Nordeste, do Sul e Serrana do Rio de Janeiro, quando a igreja demonstrou seu amor e solidariedade para com o próximo, conforme nos manda o Senhor Jesus, afirma o presidente do CAS, Presb. Clineu Francisco.
Na ocasião dos desastres no Rio de Janeiro, o CAS atendeu com doações, auxiliando a reconstruir e reformar igrejas, equipando-as totalmente de novo, também a reconstruir e equipar casas de pastores e de membros que haviam perdido tudo, além de comprar diversos itens como cestas básica, produtos de limpeza, colchões.
“Recentemente ajudamos novamente a região serrana do RJ. Damos graças a Deus pelas igrejas da nossa IPB, que muito tem nos ajudado. Informamos também que mantivemos contato com os Pastores José João Mesquita da Igreja Presbiteriana de Manaus e Joás Andrade Filho da Igreja Presbiteriana Pioneira de Gameleira dos Crentes- BA e nos esclareceram que a situação está bastante difícil, inclusive com irmãos nossos, passando por dificuldades de alimentação”, explica Presb. Clineu.
A IP Manaus possui muitas Congregações nas comunidades ribeirinhas e que estão alagadas, tendo vários irmãos perdidos suas plantações. Já na região da Bahia e Pernambuco, existem muitas Congregações localizadas em área rural tendo também irmãos que perderam suas lavouras.
“Sabemos a princípio, conforme solicitação dos Pastores, que neste momento há necessidade mais urgente de doações de cestas básicas. Portanto, diante disto, solicitamos às amadas igrejas que, como sempre fazem, se mobilizem para ajudá-los”, diz Presb. Clineu.
Os depósito deverão ser efetuados somente na conta abaixo disponibilizada pela Tesouraria da IPB para uso do CAS para fundos de situações de emergência. Os valores serão repassados às contas fornecidas pelas Igrejas imediatamente para aquisição das cestas.
Igreja Presbiteriana do Brasil
Banco: Banco do Brasil:
Agência: 4442-3
Conta Corrente - 6000-3
CNPJ 001183310002/01
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
CONHEÇA A IGREJA PRESBITERIANA
A Igreja Presbiteriana é uma igreja que veio do Catolicismo. Uma renovação começou no século 16 quando muitos monges tentaram reformar a Igreja livrando-a do erro. Os principais erros cometidos são bem conhecidos:
A Inquisição: A Igreja era detentora exclusiva da verdade, em todos os assuntos. Quem discordasse de suas posições ia parar no tribunal. Galileu Galilei teve que se retratar ao sustentar, contra a Igreja, que o nosso sistema é Heliocêntrico e não Geocêntrico. Muitos não se retrataram e foram queimados em praça pública (Giordano Bruno, por exemplo).
As relíquias: Milhares de ossos, objetos, roupas e pertences atribuídos a personagens bíblicos eram expostos e vendidos como objetos santos e com poder para subtrair anos de uma pessoa no purgatório. O comércio e a superstição eram grandes. Algumas relíquias eram curiosas, como, por exemplo, ferrugem retirado da fornalha onde os amigos de Daniel foram colocados, pedaços de madeira da arca de Noé, e até penas de asas do anjo Gabriel. O povo simples pagava quantias para ver estes objetos e cria no poder mágico deles.
As indulgências: O perdão divino era comercializado. A Igreja vendia um documento que assegurava ao comprador o perdão dos seus pecados e, se precisasse, o perdão de familiares que já haviam falecido. Pobres pagavam menos, ricos pagavam mais, e assim se negociava o perdão que Deus dá gratuitamente. Um monge alemão chamado Martinho Lutero indignou-se ao ver o povo entregar suas poucas economias para a igreja, em busca do perdão divino e afixou na porta da capela do Castelo de Wittemberg, 95 proposições contra estas indulgências na esperança de que o Papa consertasse este absurdo. Não foi ouvido, foi expulso da Igreja e nasceu assim o movimento da Reforma Protestante.
Contra estes erros, e alguns outros, muitos católicos protestaram e, não sendo ouvidos, romperam com a Igreja. Nasceram, então, em toda a Europa, as Igrejas Reformadas ou Protestantes. Estas igrejas se despiram das práticas que não tinham base na Bíblia e iniciaram o seu rumo, todavia, muita coisa em comum ficou. Por exemplo:
Crença em um Deus único. Afirmamos com os Romanistas que só há um Deus, criador dos céus e da terra.
Crença na Trindade. Afirmamos com os Romanistas a existência misteriosa da Trindade, isto é, um Deus que subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Crença na salvação em Jesus Cristo. Afirmamos com os Romanistas que só Jesus Cristo salva.
Enfim, tanto nós Reformados quanto os Romanistas, cremos no que está expresso no Credo Apóstolico: "Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém."
E onde estão as nossas diferenças? Eis algumas delas:
Não temos imagens de santos em nossas igrejas. O segundo mandamento é bastante claro: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos." (Êxodo 20.4-6). Por mais que os Romanistas expliquem que não há adoração, apenas veneração, a proibição é anterior a isso. Proibe-se o fazer imagens. Por isso, não as temos em nossas igrejas.
Não consideramos Maria co-redentora. Cremos que Maria foi uma mulher especial, uma bem-aventurada, digna de toda a nossa apreciação e respeito. Todavia, elevá-la ao nível de redentora é algo que não tem base bíblica. Leia o Novo Testamento e você verá Maria como uma serva fiel, consagrada ao seu Deus, mas sem participação direta em nossa salvação. Leia as cartas que Paulo escreveu (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemon) e leia as cartas gerais (Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas) e você não encontrará nenhuma referência a Maria. A pergunta lógica é: Se Maria tivesse recebido o encargo de ser co-redentora, isso não estaria explicito nos escritos de Paulo? Certamente sim. Mas isso não ocorre porque apenas Jesus Cristo é Salvador. Somente Jesus Cristo nasceu de uma mulher e do Espírito Santo. Somente Jesus Cristo teve uma vida totalmente sem pecado e, somente ele, morreu naquela cruz para nos salvar. De modo que ninguém mais nos salvou. Por isso, em nossas igrejas apenas Jesus Cristo é adorado.
Não cremos na infabilidade papal. Cremos que o Papa é alguém que deve ser respeitado, todavia, é um ser humano como nós, passível aos mesmos erros. Não cremos que ele não possa errar. Isso é torná-lo algo não humano. Cremos sim que a Bíblia não erra. Escrita há séculos, ela tem tido a sua veracidade confirmada pela Arqueologia. Por mais que muitos suspeitem que ela tenha sido alterada no decorrer dos séculos, nunca ninguém conseguiu provar isso e, ademais, as milhares de cópias transcritas no decorrer dos séculos nos dão base ampla para a formação de um exemplar fidedigno.
Não cremos no celibato clerical. A Bíblia diz: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo." (1 Timóteo 3.1-7). O texto fala em "esposo de uma só mulher" e "criando os filhos sob disciplina". É desumano submeter homens ao celibato quando foi o próprio Deus quem colocou no ser humano o impulso sexual. É um absurdo a Igreja Romana exigir algo que a Bíblia nunca exigiu, repito, é desumano. Os resultados estão aí, sendo divulgados na imprensa. Quando Paulo disse que era necessário ao bispo uma família ele o fez porque é na família que o bispo ter o seu primeiro "rebanho". É no trato com a esposa e com os filhos que ele, usando suas virtudes espirituais, tem sua primeira experiência como pastor. Se ele não consegue pastorear a sua família, como conseguirá êxito no pastoreio de várias famílias na igreja? Portanto, não concordamos com esta imposição. Em nossas igrejas, os pastores podem se casar (e há grande virtude nisso).
Há outras discordâncias, mas cremos que o que foi escrito já é suficiente para mostrar a nossa base: A Bíblia. Se o ensino tem base na Bíblia, é válido. Se não tem, não serve. Foi assim que os reformadores purificaram a Igreja de seus erros, infelizmente, gerando uma nova igreja. Todavia, de fato, foi impossível continuar na Romanista, pois, detentora da verdade, nunca admitiu ser criticada.
Assim, a Igreja Presbiteriana é, de fato, uma igreja católica reformada, renovada, com suas bases doutrinárias bem claras nas Escrituras. Cremos que voltamos ao Evangelho puro e simples ensinado pelo nosso Senhor Jesus Cristo. E que alegria é vivermos estes ensinos. Se você ficou com vontade de conhecê-los, nossas portas estão abertas para recebê-lo(a). Que Deus lhe ilumine.
Texto: Rev. Ageu Magalhães
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